quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aprendendo com restrições alimentares

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Há muitas pessoas que vivem com restrições alimentares (normalmente devido a alergias). Tenho algumas amigas e familiares assim desde há uns anos. Saber da existência de restrições alimentares é muito diferente de viver com elas.

Desde fins de Junho estou "proibida" de comer trigo (glúten), laticínios, laranja, banana, ovos, carne de vaca e de porco.

A carne não foi problema. Já não a comia em casa, foi só deixar de comer fora. Agora os laticínios que eu pensava não ser um problema porque já uso leite de aveia e iogurtes de soja, incluem os queijos.
Doeu profundamente! Nem as comidas vegetarianas podia fazer.

Tive de repensar o que comer. Durante duas semanas, praticamente passei fome. Uma coisa é não comer pão mas atacar um bolinho, comer uma massinha e tal. Outra completamente diferente (e violenta) é passar a bolachinhas de arroz porque não conseguimos ver mais nada que possamos comer.

Mas como disse no início do post, há muitas pessoas a viver com restrições alimentares e há secções no supermercados com massas e outros sem glúten, nem ovos, etc.

Senti-me um pouco mais "normal" e comecei a procurar receitas que pudesse adaptar. Isso fez com que passasse uma boas horinhas a ver blogs de receitas e a consequência foi deixar de desgostar assim tanto de cozinhar.
Continuaria a não fazê-lo se pudesse mas já não me cria a aversão de antes.

Descobri que também posso ser criativa a cozinhar e isso inspirou-me. Como este post simples, que não tem nada a ver mas diz-me:

"Não tens de fazer um bolo grande, podes reduzir as quantidades até só ser preciso 1 ovo e cozinhas em formas de queques"



Não posso usar ovos, eu sei. Tenho de descobrir um substituto que não seja banana porque tenho saudade de comer bolo!

Os muffins que fiz a semana passada ficaram assim para o queimado porque não havia nada que os fizesse manter a forma (pois é, é isso que os ovos fazem: quando cozem, ficam rígidos e mantêm a forma do bolo).
Descobri a semana passada ao comer os muffins empastados.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dose individual de feijão branco e grão-de-bico

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Acho que a maior parte das mulheres que gostam de roupa gostam da Carrie do Sexo e a Cidade. Eu não sou excepção. E como a Carrie, cozinhar não tem feito parte dos meus hábitos (até agora), por isso não reservei muito espaço para comida.

O meu frigorífico é mais pequeno que uma máquina de lavar louça e o espaço do congelador mais pequeno que uma gaveta de mesa-de-cabeceira.

Agora que faço para guardar, a quantidade que faço ganha uma importância redobrada. Se faço desmasiado tenho de comer o mesmo vários dias seguidos porque não cabe no congelador.


Daí a importância da dose individual

Cada um tem a sua maneira de comer e cada qual sabe o que é suficiente e o que é demais.
Ao preparar para o jantar feijão branco, com atum e bróculos (é mais saboroso do que soa) vi que os 200g de feijão que a receita indicava eram demasiado e reduzi para metade.


Se não houvesse outra fonte de proteínas, que neste caso foi o atum, as 200g seriam perfeitas.



Preparar doses:


Ao separar por doses o feijão que cozi à tarde, agrupei-as em conjuntos de 200g cada porque assim dá para 1 ou 2 refeições (caso só use o feijão ou use outra fonte de proteínas, respectivamente).


Isto é especialmente importante quando só como leguminosas. A quantidade de proteínas necessárias para manter os níveis de energia implicam comer mais. Caso contrário, ando para aí sem forças.


Também separei 2 x 300g. Uma a pensar em sopa e outra, caso esteja alguém cá em casa e acabe por ficar para o jantar.

Introdução

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Eu acredito que as coisas acontecem por um motivo. Preguiçosa como sou (mas esforço-me por deixar de ser), cozinhar era um tormento. Passava a papas, ia comer fora, não comia... tudo menos cozinhar.

Sentia-me fraca, cansada, mal nutrida e estava sempre cheia de fome.

Até que me disseram que um problema de saúde pudesse ser devido a determinados alimentos e me impuseram restrições alimentares.
 
Procurei comidas rápidas até que encontrei um blog com algo perfeito: receitas com 5 ingredientes que podem ser feitas em 10 minutos.

Não tive dúvidas, era aquele!

As coisas são feitas rapidamente porque ela usa muita comida pré-cozinhada como enlatados ou saladas pré-preparadas. Para poder fazer o mesmo, eu que não gosto de cozinhar mas até gosto de tratar-me bem, faço as coisas de raíz em vez de comprá-las feitas.


O truque para continuar a cozinhar em pouco tempo?

Faço as coisas de raíz mas não para o dia em que preciso delas. Por exemplo, se estou a cozinhar algo que precisa de ir ao forno, aproveito e asso pimentos (deixá-los no forno até que a pele comece a querer queimar) que depois conservo dentro de um frasco de vidro cobertos de azeite no frigorífico (não mais do que uma semana) até fazer uma receita que os use.
Quando fizer comida com os pimentos, congelo parte que já dá para outro dia.

Como dizem os norte-americanos "Always one on the go" o importante é ter sempre comida pronta a ser preparada em 10 minutos para passar a fome quando chego a casa.

Apresentando o blog e seguindo o exemplo de apresentar uma receita em cada post (vamos ver se consigo) eis a receita que usa os pimentos: hamburgers de grão-de-bico.

A receita está em inglês mas há um vídeo com a mesma por isso, não há como enganar
Imagem de The Stone Soup (A Sopa de Pedra)

Peço um favor, não subestimem a simplicidade das receitas. A combinação de sabores é admirável.
Quem diria que cominhos ia tão tão bem com grão-de-bico e pimentos assados?

Sobre o blog

O blog começou só comigo . Embora continue a ser só eu a escrever, agora a minha mãe com mais de 70 anos mora cá. Tenho que fazer comer para...