domingo, 25 de agosto de 2013

Pickles ou escabeche

Imagem de sabores.sapo.pt

Eu gosto de pickles e arrisquei-me a fazer isto. Exagerei um pouco e fiz logo (pela primeira vez), 5 variedades duma vez. Escusado será dizer que não correu muito bem.

Pelo menos 4 frascos vão direitinhos para o frígorífico e têm de ser consumidos numa semana. Os outros vou ver como ficam depois de fazer isto.

Montes de erros. A maior foi fazer tão grande quantidade e variedade. Depois foi usar frascos pequenos (nunca mais acabava). Para o fim, fui buscar 4 frascos de 600ml cada.

Não estava preparada para os frascos a escaldar. Foi bonito.

Não tinha os utensílios certos para pôr a comida nos frascos (um funil largo), nem o melhor lugar para pô-la. Estava em pratos o que fazia uma porcaria sempre que ia lá tirar com a ... aquela colher dentada que se usa para a massa. Não queria mexer com as mãos... Deveria estar em jarros ou taças não muito largas mas altas.

A cozinha ficou uma bagunça com pedacinhos de bróculos, cenoura, couve-flor e até o pepino conseguiu ir para o chão. Só a courgette se safou de cair.

Fiquei com um monte de louça para lavar e a tampa da panela onde o vinagre ferveu, ficou castanha. Fartei-me de esfregá-la para não enferrujar (e é inoxidável) mas acho que vai ter de lavar outra esfrega.

Quantidades


3 pepinos
1 couve-flor (menos um quarto que usei no caril de legumes)
1 ramo de bróculos  (menos 100g que usei no caril de legumes
5 cenouras e
1 courgette grande (menos 1/4 que usei no caril de legumes)

Não é muita quantidade mas como tudo é cortado em pedacinhos pequeninos, ocupa um volume enorme. Tenho 10 frascos cheios! 4 de 600ml e 6 de 250ml cada. Isto é, o equivalente a 3,9 litros!

O que faz mais volume é a couve-flor (parece que triplica) seguida dos bróculos (quase duplicam).
Se o pepino for cortado ás rodelas, depois de salgado, não aumenta muito o volume. A cenoura e a courgette também não.


Conselho para mim própria: 


Da próxima vez, só um tipo de vegetal. Se for mais do que um, fazer num frasco enorme onde possa pôr tudo dentro num instante. Também tenho que acertar melhor as quantidades.

Já ter o material cuja falta senti desta vez.

Fazer no meu dia de folga e não a meio da semana de trabalho.

Usar metade do sal tanto para a salmoura, quanto para a "calda" de vinagre.

Quando fizer algo pela primeira vez, fazer uma quantidade bem pequenina.

Usar frascos que possa confirmar se criaram ou não vácuo.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Desafio

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Gosto de desafios. Os melhores são os que ponho a mim própria e cujo ganho é o meu próprio desenvolvimento pessoal.

Um do qual gosto particularmente é preparar-me com antecedência.

Vem aí o Verão (no hemisfério Norte, claro) e a tendência é descontrair. Essa descontração pode sair cara.
Um lanche no café ao fim da tarde no dia de folga, um passeio com almoço incluído, uma ida á praia sem levar comida e comprar uma sandes no café, um café com amigas que se prolonga porque está de dia e não reparamos nas horas mas o estômago avisa e acaba por se tornar em jantar...

O convívio é importante mas já reparei que pode ser um sugador de dinheiro se não for controlado.

Então o desafio é

Cozinhar um prato novo por semana com o que tenho em casa. Algo que nunca tenha feito. Pode ser uma sopa, uma salada, uma sandes, uma bebida, um molho, etc.
Provavelmente vou ter de comprar uma coisa de vez em quando mas só se:

1-fôr de preço acessível ou caso seja de preço alto tenha uma grande longevidade para poder ser usada mais vezes
2- tenha utilidade em mais do que um prato/sobremesa/sandes.

O importante é abrir a mente á criatividade e o cérebro ao hábito de aprender e fazer coisas diferentes das habituais.

Assim, quando for Verão e ligarem para ir tomar café, convido para virem a minha casa, dentro de casa ou na varanda e vou ter capacidade de fazer algo saboroso e refrescante com o que tiver em casa sem entrar em despesas no café ou supermercado.

Quando for inverno, estiver muito frio ou chuva para sair e apetecer "algo bom" vou poder fazer algo por mim. :D

Vendo bem o desafio é continuar sendo fiel à contenção de despesas sem abrir mão das coisas boas da vida.

Imagem encontrada no Google images

domingo, 25 de março de 2012

Estufado de lentilhas

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Hoje fui ao supermercado e fiz as compras tendo em conta as dicas do blog papacapim: uma dose de cereais integrais, 1 dose de leguminosas, 1 dose de legumes crus, 1 dose de legumes cozidos e 1 dose de legumes crus por dia.

Tentei aplicá-las hoje ao jantar. Como não almocei estava cheia de fome por isso quis fazer algo rápido. Demorei uma hora. :|

Não sabia o que fazer!
Comecei por decidir-me por arroz com cenoura e comecei a cozinhar. Só quando este ia a meio é que decidi o acompanhamento.

Quis uma leguminosa.
Como gastei a última dose de feijão branco na sopa de cenoura há 3 dias atrás, estou um pouco farta de feijão vermelho e o grão de bico só foi posto de molho quando cheguei a casa, cheguei à conclusão que só me sobrava a lentilha.

Eu até gosto de lentilhas só que evito-as porque ainda não apanhei o jeito de cozinhá-las bem. Fica meio...menos bom. Mas hoje safei-me, ou por outra, os coentros e sementes de cominhos safaram-me.

Estufado de lentilhas (serve 1 quatro vezes em refeição completa ou 8 vezes em meia-dose)

1 copo de lentilhas sem casca
2 copos (iguais) de àgua
e
2 tomates frescos ou congelados
1 punhado de milho congelado
1 punhado de ervilhas congeladas
sal
azeite
5 ou 6 folhas de coentros frescos ou congelados

Numa panela pôr as lentilhas a cozer com a água. Pus em água já a ferver porque as lentilhas sem casca cozem em 10 ou 15 minutos.
Tirei a espuma que se formou e uma vez cozidas apaguei o lume e deixei-as ficar na panela.
Como não tinham casca achei indiferente serem postas em água fria ou quente (mas é importante que a água esteja fria com lentilhas com casca ou outras leguminosas que demoram mais tempo a cozer).

Entretanto, tirei a pele a 2 tomates médios que tinha congelado (bastou deitar um pouco de água a ferver em cima de cada um) e pu-los noutra panela com uma 1 ou duas colheres de sopa de água, metade do sal e azeite.

Tapei a panela e quando vi que já estavam descongelados, esmaguei-os grosseiramente com a colher e deitei os punhados de milho e ervilhas.
Tapei e deixei ao lume até a ervilha e o milho estarem cozidos. Nessa altura deitei as lentilhas misturei e deitei o resto do sal.

E foi aí que fiquei triste. Estava outra vez com aquele sabor... menos bom.

Lembrei-me dos coentros, deitei-os junto com nica de sementes de cominhos, misturei tudo e depois de ferver, desligei o lume, tapei a panela e deixei assim por uns 5 minutos para os sabores s misturarem.

Saiu melhor do que a encomenda!

Comi com o arroz de cenoura e caril, salada de alface e pepino.

Notas:

As outras coisas que salvaram este prato foram:

-os tomates e os coentros usados foram congelados frescos e assim conservaram o sabor desses alimentos frescos.

Se tivesse usado tomate em lata, só poderia ter usado metade, teria ficado ácido e com o sabor característico do tomate em lata.

-Deitei os temperos no fim e deixei que fosse o calor da comida a fazer o sabor se soltar (já com o lume desligado) impediu de cozer demais e de passar do ponto em que o sabor do tempero se perde por ser tão cozido. Não funciona para todos os pratos mas funcionou muito bem com este.

E aí, quem sabe cozinhar bem lentilhas que me possa ajudar?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Arroz de cenoura e açafrão

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Eu sou um bocado como os miúdos, gosto de cores. Já era grande quando descobri o arroz de cenoura feito por uma colega na residência de estudantes.

Durante uns tempos enchia tudo com cenoura para colorir. Depois passou mas noto que continuo a gostar de cor na comida.

Normalmente faço com o arroz uma refeição completa mas às vezes não tenho o que preciso para isso e quero comer arroz.
Foi o caso desta vez e foi de arroz de cenoura que me lembrei.

Como não tinha arroz integral comprido, usei o integral de grão curto aconselhado para arroz malandro e comecei a cozinhá-lo para ficar assim.
Entretanto fui para o computador e esqueci-me do arroz ao lume. ;) Acontece de vez em quando. A sorte foi ter o lume no mínimo.



Arroz integral de grão curto com cenoura (serve 1 quatro vezes ou 8 vezes em meia-dose)

1 cenoura ralada grosseiramente (a minha era média)
1 copo de arroz
3 copos de água
1 pitada (leia-se muito pouco) de açafrão da Índia (o truque da côr)
Sal
Azeite

Sal azeite e metade da pitada de açafrão no fundo da panela para dar cor. Liga-se o lume e deita-se a cenoura por cima. Mistura-se mexendo a panela, sem ser com a colher. Isto faz com o tempero se "espalhe pela comida" e não pela colher  que é importante quando se usa quantidades muito pequenas como o caso do acafrão.

Depois deita-se o arroz em cima e faz-se o mesmo: mistura-se mexendo a panela, sem usar a colher. Tapa-se a panela e deixa-se no lume mínimo.

Entretanto pomos os 3 copos de água a ferver. Uma vez fervidos, pomos o lume do arroz no máximo, deitamos um copo de água quente e misturamos tudo com a colher.

Quando estiver a ferver, tapamos apanela, baixamos o lume e contamos 5 minutos.

Voltamos a por o lume no máximo, deitamos mais um copo da água, misturamos com a colher, tapamos, baixamos o lume para o mínimo e desta vez esperamos 10 minutos.

Foi aqui que o arroz passou de "malandro" a arroz solto.

 Devo tê-lo deixado por 20 minutos em vez de 10. Apesar disso deitei o terceiro e último copo com água quente, o resto da pitada de açafrão das Índias (desta vez com o objectivo de dar um pouco de sabor) misturei e voltei a deixar tapado no mínimo até acabar de cozer.

Já que era para ficar solto mesmo, usei um truque da minha avó: tapei com um pano da cozinha dobrado em quatro e preso pela tampa da panela para absorver o escesso de água.

E ficou bom.

Nota:

Podemos nos poupar o trabalho de deitar água de x em x tempo e deitar logo os 3 copos de água quente no arroz. Só não fica malandro.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Natas ou caju e água?


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Descobri um blog novo! Quis experimentar alguns pratos novos e fazer reservas de feijão e grão-de-bico.

Estrela do dia

O molho de caju que parece natas

A asneira do dia (que começou ontem quando medi o caju para pô-lo de molho)

Pesei os cajus na balança e medi a água pela chávena. Devia ter 2x mais água do que queria e o molho ficou mais líquido do que devia.

Nota a reter para a próxima

A medida de caju deve ser a mesma para fazer a medida de água. Se pesar os cajus, peso a água. Se medir a quantidade de cajus pela chávena, meço a água pela chávena também.

A receita do molho de caju que parece natas e o novo blog (aparece na segunda metade do post).

Comi com 

Espinafres (congelados em vez de frescos) temperados com um pouco de noz-noscada e depois "afogados no molho" e misturados com a massa. 

Uma delííííícia e muito mais leve do que natas (mesmo as de soja).

É para repetir e repetir e repetir...

Feliz mês novo. ;)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Arroz de segurelha

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Quando era pequenina quem cozinhava em casa era a minha avó. De vez em quando ela fazia arroz (branco) com alho e segurelha.
Os hábitos alimentares mudaram e há muito tempo que não como arroz com segurelha

Tive oportunidade de comprar um molho (que decidi pôr a secar) e veio-me logo à cabeça o arroz com segurelha. 

Receita (serve 1 quatro vezes em refeição completa ou 8 vezes em meia-dose)

1 dente de alho esmagado
1 haste de segurelha (tem um sabor/cheiro muito intenso, pouca quantidade chega)
1 medida de arroz integral
3 medidas de água (se fosse arroz branco seriam apenas 2 medidas e meia)
1 colher de chá de azeite  
Sal quanto baste (a segurelha "salga" a comida, metade ou um quarto a menos do sal habitual)

Quando a água estiver a ferver juntar o alho, a segurelha, o azeite e o arroz. 
Mexer, deixar ferver depois baixar o lume e tapar. 
Quando já tiver pouca água, tirar o alho e a segurelha e deixar acabar de cozer. 
Ponho um pano da cozinha a tapar a panela para absorver o excesso de agua e deixar o arroz solto.

Resumindo: faço arroz como costume mas acrescento o alho e a segurelha quando deito o tempero.

O arroz tinha como conduto omolete ou frango frito com muita salsa. Não posso comer nenhum dos dois. O primeiro por indicação médica o segundo por opção pessoal.
Ambos incluíam salsa por isso já sei qual o tempero do prato a fazer com isto. 

Agora só preciso descobrir que prato fazer.

Update a 10 de Fevereiro2012

Não resisti.Cozi ontem e sabia tão bem ou melhor que quando era pequenina. Comi com salchichas vegetarianas e sem salsa.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Como guardar meias-doses

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A necessidade aguça o engenho


Situação que ficou por resolver com essa conclusão: como guardar meias-doses?

Comprar novas taças seria desperdiçar o esforço de conseguir a poupança que consegui. 
Mas a luz existe para nós podermos ver melhor e de vez em quando ela aparece.

Dar uso às caixas de cereais

Tenho muitas e lembrei-me de fazer uma divisão nas caixas de plástico com pedacinhos delas.

Para que não tocassem na comida, pus a comida dentro dum saco de plástico por cima da divisão (usei dos de congelação porque ando a fazer experiências).

Vantagem acrescida

Só a percebi hoje quando fui tirar comida para o almoço: 
  • o saco de plástico sai da caixa de plástico com a comida já congelada com a forma da caixa, 
  • retiro a metade que vou comer,
  • guardo a metade que sobra sem a caixa e
  • fico com caixa disponível para usar novamente. 

Outra vantagem que percebi ao escrever a frase anterior

Tiro toda a comida congelada que está dentro de caixas e dentro de sacos congelada e fico com essas caixas novamente disponíveis! Reutilização de recursos.

Isto é muito importante agora que vou voltar a cozer leguminosas para congelar em vez de comer enlatadas. 

Desta vez tirei fotos (clica nas imagens para veres melhor)


Antes de pôr a comida
Depois da comida já estar congelada e ainda dentro da caixa
Sopa de abóbora com bróculos
Depois da comida já congelada, fora da caixa e virada ao contrário 
para mostrar o pedacinho da caixa de cereais e as 2 meias -doses
A caixa vazia, a meia dose numa taça para descongelar e 
a outra meia-dose dentro do saco fechado

Não é bem "tamanho e o tipo de caixa ideal para guardar a comida no congelador" mas é o melhor que posso com o que tenho.

Tu também guardas meias ou quartos de dose? Como fazes para guardar essa doses pequenas?



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sopa ao almoço e ao jantar - desafio concluído

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 Sopa e meia-dose


Às vezes é assim. Não sei porque motivo mas desde a última vez que fui às compras comecei a comer sopa e primeiro prato. Antes comia uma coisa ou outra mas por algum motivo deu-me para isto. 

Neste momento já estou a comer a comida que congelei. E congelei-a em doses para uma refeição. 

Concluíndo 

Andei a comer uma refeição de sopa e outra de primeiro prato a todas as refeições e a sentir-me a rebentar pelas costuras. Como tenho comido com grandes intervalos pensava que era a diferença de estômago vazio para cheio.

Só associei que andei a comer o dobro ontem quando comi com um intervalo normal entre o almoço e jantar. 
E mais uma vez fez-se luz!

Desafio concluído

A mesma quantidade de comida, pelo mesmo preço mas guardada em meias doses no congelador produz os 2 efeitos que procurava:

  • Reduzo tempo (com o mesmo trabalho tenho o dobro das refeições preparadas)
  • Reduzo custos (o que gastava para uma refeição dá para duas)

 As sopas que davam para 4 refeições passam a dar para 8 refeições e cada prato também dá para o dobro.

Já não gasto tempo a engendrar e a adaptar porque já está.

50% de redução de tempo e custos tendo como única medida, comer sopa antes do primeiro prato. 

Apesar disto,  vou manter-me atenta a medidas que possam ser adaptadas à minha vida (leia-se horários estranhos) e que possam aumentar o tempo que ganho e o dinheiro que poupo.

E nesse lado, foi encontrada alguma maneira de ajudar a ganhar tempo e poupar dinheiro? Espero que sim e gostava que partilhasses.

Voltei a esquecer-me da imagem. Amanhã ou depois venho cá pôr. 

Prontas a ir para o congelador. Estão assim para criar as meias-doses
Sopa de feijão branco e cenoura e arroz de feijão

Desafio: reduzir o tempo a comprar e preparar comida

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O blog serve-me de caderno de apontamentos e às vezes o que escrevo são vontades para as quais não tenho ainda soluções. 

Depois de reler o desafio de reduzir custos com a alimentação vi que as duas coisas que implicam cuidar melhos da minha alimentação são tempo e custos. 
Decidi alargar o desafio a poupar tempo para além de dinheiro.

Apesar de todas as medidas que tenho vindo a tomar, passar de não cozinhar para cozinhar faz com que me ressinta em relação ao tempo que gasto a fazê-lo. 
Ainda por cima quando preciso dele para uma coisa importante que pode mudar a minha vida para melhor em muitos aspectos mas que tem ficado para trás (auto-sabotagem). 

Fase inicial

Numa primeira fase que é capaz de demorar uma a duas semanas, vou gastar mais tempo porque é para organizar, preparar, definir, testar e enquadrar na minha vida o que preciso fazer e fazê-lo. 

Fase de adaptação

Já com o tempo de compra e preparação de comida reduzido a um terço (pelo menos é esse o meu objectivo nesta fase) será a fase de adaptação e limar arestas. 

Em funcionamento

Será a fase de todo o vapor em que as coisas já estão automatizadas de tal forma que terei comida com uma semana e meia de avanço e o tempo envolvido reduzido para metade do actual.

O tempo com pesquisas (novos métodos de poupar tempo e dinheiro, novas receitas, que frutas/legumes são da estação entre outros) será reduzido para 4 horas por semana e o tempo para escrever nos blogs (antecipadamente ou não) será reduzido a um número igual de horas.


Uma poupança mais difícil de calcular mas muito mais proveitosa que dinheiro. :-)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Iogurtes, ingurtes, gutes

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Fazer iogurtes em casa é tão difícil que a única coisa que posso dizer é que não gosto da espuma que se forma sobre o leite por isso não a deito nos copos da iogurteira.
A receita está nas instruções do aparelho mas dá para fazer como a Joana do "Economia cá de casa".

O motivo deste post não são os iogurtes em si mas as contas que fiz aos mesmos.

Quanto custa cada iogurte feito em casa?
 
Da primeira vez que fiz as contas cheguei à conclusão que os iogurtes custavam 0.49€ cada. Enganei-me.

Compro(ava) 4 iogurtes de soja a 2.95€ cada. Agora custam 2.82€.
O leite, também de soja, custa 1.81€ por litro.

Com 4 iogurtes comprados posso fazer caseiros duas 2 vezes, isto é, 14 iogurtes na iogurteira
Para cada 7 iogurtes gasto 1 litro de leite. 
Contas:

2 iogurtes comprados -1.41 (2.82€/2)
2 litros de leite - 3.62 (1.81€X2)
Total- 5.03 €
Cada iogurte caseiro 0.36Euros! (5.03€/14 iogurtes)

Isto é, cada iogurte custa menos 0.035€!!!!!!!!!!!!!!!!!

As contas são feitas assim:
o preço dos ioguertes comprados a dividir pelo numero de iogurte - 2.82€/4 dá o preço de cada iogurte: 0.71€
O peço dos iogurtes comprados menos o preço dos iogurtes feitos em casa: 0.71-0.36=0.35 dá o valor que se poupa em cada iogurte.

Num ano são quase 128.00€!!!!! 0.35€ x 365 dias = 127.75€
É verdade que não está incluído o preço da luz mas mesmo que esta seja igual ao que eu pagaria pelos iogurtes comprados no supermercado, só pago no fim do mês e diluída no resto da luz da casa.


O que eu ganho com isto?

19.76€ de liquidez!

Como sei quanto gasto no supermercado por semana (25 a 40 Euros) é esse o valor que eu levanto todas as semanas (e quero passar a só levantar de 2 em duas semanas).

Se eu gasto menos 4.94€ (2.82€ (4iogurtes) + 2.11€(3 iogurtes))todas as semanas excepto na primeira, esse dinheiro não sai da carteira e ao fim de 4 semanas vão sobrar 19.76€ que eu posso usar para pôr gasolina ou pagar a água. Eu conto 5 semanas por mês.

Não digo que poupo 19.76€ porque na verdade só poupo 9.68€ (19.76€ que não pago p/iogurtes no supermercado menos o preço de cada iogurte que faço 10.08€ (28x0.36€). E isto sem contar com a luz. 

Mas fico com o dinheiro disponível para usar no que preciso. Ás vezes o que falta é isso: dinheiro disponível. 
 Especialmente no fim a partir de meio do mês. ;)
Uma refeição e para sobremesa iogurte caseiro e bolachas de arroz

Nota:
Podemos fazer iogurtes a partir de iogurtes feitos nesta iogurteira até à 10ªgeração. O preço dos iogurtes seguintes vai diminuindo.
Quando fazemos da primeira vez com um iogurte feito por nós cada iogurte passa a custar 0.31Euros.

As contas são feitas assim:

O preço dos iogurtes usados somado ao preço do leite usado dá o custo total. Depois é dividir esse valor pelo número de iogurtes que fizemos. 

Encontrada a primeira medida para o desafio de reduzir os custos com alimentação 

Valor a ser considerado para o mesmo: 9.68Euros.

Nota: os valores do leite e dos iogurtes mudaram.
Durante algum tempo deixei de fazê-los em casa mas por razões ambientais, decidi voltar a fazê-los.
O post teve os valores alterados devido ás alterações de preços.


O leite e iogurtes são de soja.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sonhos e malassadas

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Vem aí o Carnaval junto com os sonhos e malassadas que são doces tradicionais na Madeira para esta época festiva. 

Tanto os sonhos quanto as malassadas são feitos com farinha, levam montes de ovos e são fritos.Verdadeiramente saudáveis. Como se isso não chegasse, comem-se regados com mel de cana (sim, a mesma cana com que se faz o açucar por isso algo nada calórico).



Acho que só comi um sonho o ano passado por mal os vi e nada me chamou a atenção sobre eles. Hoje, ainda pela manhã e cheia de fome aparece-me a imagem de sonhos à frente e passei o dia todo a pensar neles. 


Diferença entre sonhos e malassadas

Sonhos são leves e semi-ocos (eu estou  mesmo a falar dos doces). No dia seguinte a terem sido feitos ficam bons mas meio murchos.

Malassadas são consistentes e cheias. No dia seguinte a terem sido feitas ficam mais duras e essa rigidez vai-se acentuando conforme os dias passam.

Dia seguinte e outros porque normalmente dão tanto trabalho (e comem-se tantos e tão depressa) que  faz sentido fazer em grande quantidade. Há quem congele as malassadas já fritas mas por algum motivo não me inspira.  

Amassar

Sonhos dá trabalho porque interligar ovos numa massa escorregadia como ela fica implica força de braços, resistência física e fôlego;

Amasar malassadas dá trabalho porque é uma massa "parecida" com a de pão que implica amassar e levedar e pode tornar-se pesada.

Como fritar sonhos

É uma seca. Quando eu era pequenina, os sonhos faziam-se com colheres de sopa e demoravam em média duas horas para fritar todos (na minha opinião fazíamos poucos). 
Entretanto alguém com dois dedos de testa começou a fazer sonhos com colheres maiores (pelo tamanho dos sonhos eu digo que são feitos com concha) e devem ser fritos em menos tempo. Ou não. 

Como em minha casa só fazíamos sonhos sei falar sobre estes no que diz respeito à fritura que tem a sua arte:
  • O óleo tem de estar bem quente. Deitar uma nica de massa (uma colher de chá ou menos) para testar. Se afundar, o óleo está frio. Se a massa ficar à superfície e começar a fritar  como batatas fritas, está bom.
  • A quantidade de óleo deve ser 2 cm ou a largura de um dedo e meio superior à altura dos sonhos. Quando feitos com colher de sopa os sonhos ficam mais ao menos com a altura desta ou um pouco menos. É preciso muito cuidado. 
  • Sempre que o óleo começa a ficar escuro e ou com bocadinhos de massa no fundo, deve ser substituído (agora já há onde deitar o óleo sem ser no cano mas na hora o melhor é ir passando o óleo que já não queremos para outra panela onde fique seguro e depois de frio então por num recipiente (que pode ser uma garrafa de sumo vazia para levar para reciclar). 
  •  A colher  tem de ser passada no óleo antes de tirarmos a porção da massa para deitar na fritadeira. 
  • A massa deve ser empurrada de forma a sair pela ponta da colher de forma que vá o mais agregada possível para a fritadeira e deixe só um "rabinho" o mais pequeno possível como uma gota de água gorda.
  • A massa afunda no óleo e só depois de subir e cozer uma metade nos permite virar para cozer a metade seguinte. Enquanto não deixar virar, a metade da massa que está submersa no óleo está crua.   
  • Devemos ir contando o tempo que passa até podermos virar a massa e contar o mesmo para tirar os sonhos da fritadeira. Só sabemos se é suficiente depois de tirarmos os sonhos da fritadeira, pô-los a escorrer e abrirmos para ver como estão por dentro.
  • Se a massa está um pouco crua, têm de ficar mais tempo a fritar. Se a massa está cozida mas há pouca (faz lembrar um paposeco ao qual se tirou a maior parte da côdea), têm de ficar menos tempo.
  • Devem ficar dourados por fora sem ficar queimados .
Vou informar-me sobre a forma de fritar as malassadas com as donas das receitas que não ponho cá ainda porque também quero descobrir para que quantidade a receita que elas me deram serve. 
Publico depois de fazer os respectivos acertos para servir 1. 

Entretanto eis as receitas da casa duma outra amiga:

Sonhos
Malassadas


O mel de cana costuma esgotar na Madeira nesta altura do ano. Imaginem o que vai de sonhos e malassadas por aqui. ;)

Sobre o blog

O blog começou só comigo . Embora continue a ser só eu a escrever, agora a minha mãe com mais de 70 anos mora cá. Tenho que fazer comer para...